quinta-feira, 30 de abril de 2009

Aprender línguas fortalece o cérebro

Aprender uma língua estrangeira melhora as capacidades do cérebro, acreditam cientistas da University Colege London. Depois de analisar os cérebro de mais de 100 pessoas, os especialistas descobriram que o estudos de outros idiomas realmente influencia a massa cinzenta.

Os cientistas estudaram o cérebro de 105 pessoas, das quais 80 eram bilingues, e concluíram que a aprendizagem de uma segunda língua fortalece a área envolvida no processamento de informação da mesma forma que o exercício melhor os músculos. No caso de pessoas que aprenderam uma segunda língua mais novos, registou-se ainda uma tendência para ter uma massa cinzenta mais avançada do que os que aprenderam mais tarde na vida.

Os cientistas já sabiam que o cérebro tem a capacidade de alterar a sua estrutura quando estimulado, um fenómeno conhecido como plasticidade. O novo estudo vem demonstrar que aprender línguas é um factor influente.
Os especialistas fizeram TAC’s ao cérebro a 25 britânicos que não sabiam línguas estrangeiras, a 25 que aprenderam um segundo idioma europeu antes dos cinco anos de idade e 33 pessoas bilingues que aprenderam a segunda língua entre os 10 e os 15 anos de idade.

Qual é o sexo do teu cérebro?

Qual é o sexo do teu cérebro?

O cérebro humano pode ser feminino ou masculino independentemente do sexo biológico de uma pessoa. Faça o teste e saiba se o seu cérebro tem o mesmo sexo que o seu corpo.

As diferenças no corpo de homens e mulheres estão além da aparência e dos órgãos sexuais. A ciência detectou que até o cérebro apresenta características femininas ou masculinas. Essa diferença neurológica gera diferenças de comportamentos, sentimentos e modos de pensar entre homens e mulheres.

Consegue descobrir se o seu amigo está triste ou irritado só de olhar para ele? Essa é uma característica de um cérebro feminino. Mas um homem também pode ter essa sensibilidade e outros comportamentos geralmente ligados a um cérebro feminino. Isso porque a sexualidade cerebral não está ligada directamente ao sexo do corpo. “O sexo do cérebro é determinado pela quantidade de testosterona a que o feto fica exposto no útero. Em geral, homens recebem doses maiores do que as mulheres. Mas isso varia e nós ainda não sabemos exactamente porquê”, diz à ÉPOCA a neuropsicóloga Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Moir acredita que a diferença de sexo entre cérebro e corpo pode estar ligada às causas do homossexualismo. “Se a concentração de testosterona no útero está mais baixa do que o padrão para os homens, então o 'centro sexual' do cérebro será feminino e esse homem sentirá atracção por outros homens. Se a concentração dessa hormona estiver alta, o 'centro sexual' será masculino e ele sentirá atracção por mulheres”, diz Moir.

Faça o teste


Moir está a desenvolver uma linha de pesquisa para entender melhor as diferenças neurológicas entre homens e mulheres e, para isso, desenvolveu um teste que mostra numa escala de 1 a 20 qual é o sexo do cérebro. O número 1 representa o cérebro mais masculino possível e o 20, o mais feminino. Quem se aproxima do 10 tem um cérebro misto. Segundo Moir, esse último caso é muito comum nas suas pesquisas.

Além do teste, outro factor que pode mostrar o sexo do cérebro de uma pessoa, segundo os estudos de Moir, é a medida dos dedos das mãos. Segundo os estudos da inglesa, geralmente, quem tem cérebro masculino tem o dedo indicador menor que o anelar (olhando para a mão de frente para a palma). Já cérebros femininos são associados a dedos indicadores do mesmo comprimento que os anelares. Mas isso não é uma regra sem excepção, como praticamente tudo na biologia. A pesquisadora diz que, às vezes, uma mesma pessoa tem uma mão nos padrões do cérebro masculino e outra do feminino e isso exige mais estudos para entender a organização do cérebro.

Cientistas encontram tecido cerebral com 300 milhões de anos

Cientistas dos Estados Unidos e da França anunciaram a descoberta de um tecido cerebral de 300 milhões de anos – o mais antigo exemplar do tipo já encontrado.

O tecido foi recuperado de uma bolha dentro da caixa craniana do fóssil de um precursor extinto das quimeras, conhecido como iniopterygian, e foi achado no Estado americano do Kansas.



Em artigo na revista Proceedings of the National Academy of Science, os pesquisadores afirmaram que a descoberta abre um novo caminho para o estudo da evolução dos peixes e do desenvolvimento do cérebro em animais vertebrados.

"Até agora, os paleontologistas estudavam os formatos da cavidade craniana de fósseis para pesquisar a morfologia cerebral, pois nunca haviam encontrado 'tecido mole'", explicou Alan Pradel, do Museu Nacional de História Natural de Paris, e um dos autores do artigo.

"Agora sabemos que podemos procurar por mais cérebros em fósseis muito antigos e começar a entender melhor sobre eles", disse Maisey. "A evolução cerebral é crucial na história dos vertebrados."

Bocejar resfria cérebro e melhora atenção

Da próxima vez que alguém reclamar quando bocejar, pode responder: “bocejo, porque quero prestar mais atençã”. Segundo um grupo de psicólogos americanos, essa pode ser exatamente a função do acto de bocejar: resfriar o cérebro para melhorar a concentração. Assim sendo, em vez de preparar o corpo para dormir, o bocejo seria, na verdade, uma maneira de evitar o sono. A notícia foi divulgada no site da revista americana “New Scientist”.

De acordo com Andrew Gallup e Gordon Gallup, da Universidade Estadual de Nova York em Albany, ao bocejar nós melhoramos a circulação de sangue e, com isso, a atenção. Isso explica também porque o bocejo é tão contagioso. Ao ‘passar’ de pessoa para pessoa, ele ajudaria a melhorar a concentração de todo o grupo.
Os pesquisadores analisaram a respiração de 44 alunos de faculdade e contaram as vezes que cada um deles bocejou ao assistir filmes de outras pessoas bocejando:

Os estudantes tinham que respirar de uma de quatro formas: apenas pela boca, apenas pelo nariz, com um plugue tapando o nariz ou normalmente. Entre os que respiraram normalmente, 50% bocejou por ver os outros a bocejar. Mas entre os que respiraram apenas pelo nariz, nenhum bocejou. Também não bocejava quem assistia aos filmes com uma bolsa fria na testa. Quem assistia com uma bolsa quente ou em temperatura ambiente bocejava normalmente.

De acordo com os pesquisadores, o cérebro trabalha melhor quando está mais frio. Respirar pelo nariz é mais eficiente para resfriar o cérebro, porque os vasos sanguíneos nasais enviam sangue frio para a cabeça.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cérebro cansado entra em “modo automático”

Que o cérebro humano funciona quase como um computador, já não é novidade. Mas uma nova pesquisa sugere que, tal como na informática, uma mente cansada activa uma espécie de protecção de ecrã e começa a funcionar por defeito, ou seja, em modo automático.


Segundo a Science News, cientistas da Universidade de Berkeley defendem que existe na actividade cerebral uma rede que integra as partes do cérebro que se desactivam quando cada indivíduo se dedica a uma tarefa específica, seja conversar, ler ou resolver um problema de matemática. Esta rede de “funcionamento por defeito” activa-se apenas quando as pessoas, distraídas, estão a sonhar acordadas ou deixam os pensamentos vaguear livremente.

Porém, de acordo com o estudo agora concluído, o funcionamento por defeito inicia-se também nas pessoas que não dormem horas suficientes, mesmo quando pretendem concentrar-se em tarefas mentais mais exigentes.

Ainda que a acção desta rede não esteja ainda completamente desvendada e os cientistas continuem sem saber até que ponto afecta a cognição, fica a certeza: sem dormir, chegar a um estado de concentração é muito mais difícil.

Sono limpa o cérebro para novas aprendizagens

Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que o sono ajuda a limpar o cérebro de informações desnecessárias e a dar lugar a novas aprendizagens, num trabalho hoje publicado pela revista Science.

Paul Shaw e a sua equipa de investigadores na University School of Medicine de Saint Louis, que estudam a mosca da fruta, começaram por querer saber quantas ligações neuronais ou uniões de células se alteram durante o dono.

Para os neurologistas, a criação de novas ligações entre neurónios (sinapses) é uma forma fundamental do cérebro codificar recordações e aprendizagens, mas como estas não podem manter-se indefinidamente, é aí que o sono desempenha o seu papel.

Neste sentido, a função principal do sono seria libertar o cérebro das informações irrelevantes registadas no dia anterior.

Segundo os investigadores, é possível seguir a criação de novas sinapses no cérebro da mosca da fruta num momento de aprendizagem e mostrar como o sono diminui o número de sinapses.

Os cientistas vêem nestas moscas um bom modelo para estudar o sono nos humanos, já que, como as pessoas, estes insectos precisam de seis a oito horas de sono por noite e mostram sinais físicos e mentais de privação quando não dormem o suficiente.

"Muito do que aprendemos num dia não precisamos de memorizar", afirmou outra autora do estudo, Chiara Cirelli, da Universidade de Wisconsin-Madison, acrescentando: "Se usarmos todo o espaço, não podemos aprender mais sem limpar o lixo do cérebro".

A descoberta reforça a ideia de que é essencial dormir bem de noite para consolidar as memórias importantes da véspera e eliminar as que estão a ocupar espaço desnecessariamente.

Já se sabia que o sono promove a aprendizagem, mas esta equipa chegou à conclusão de que "a aprendizagem aumenta a necessidade de dormir".

"Actualmente, muitas pessoas estão preocupadas com os seus empregos e com a economia, e algumas delas estão a dormir pouco por causa disso", disse Paul Shaw.

Porém, "estes dados sugerem que o melhor a fazer para estar em forma e aumentar as hipóteses de manter o emprego é dar alta prioridade a dormir o tempo necessário", concluiu.

Descoberto o sítio da inteligência

Investigadores relacionam o saber à espessura do córtex.


Um estudo feito por investigadores canadianos do Instituto Neurológico de Montreal diz terem descoberto onde se situa a inteligência no cérebro humano.


Segundo os cientistas, a faculdade do saber está directamente ligada à espessura do córtex cerebral, também conhecido como massa cinzenta - região que desempenha funções fundamentais como a memória, pensamento, linguagem e consciência.


Ao se aperceberem que os genes afectam o tamanho do córtex, avaliaram que futuramente a descoberta pode ter efeitos positivos em tratamentos de transtornos mentais, como Alzheimer, depressão e esquizofrenia.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Máquina que lê cérebros

Cientistas Japoneses conseguiram criar uma máquina capaz de analisar e reconstruir imagens cerebrais.

Calma, os vossos pensamentos estão a salvo. Para a máquina funcionar é primeiro necessário que a ela aprenda a forma como o cérebro da pessoa "codifica" as imagens. Isto significa que é necessária uma sessão de visualização de cartões com várias formas geométricas para que a máquina associe uma forma a uma reacção do fluxo sanguíneo do cérebro.

Os cientistas esperam que daqui a algumas década seja possível ler pensamentos com alguma exactidão e registar outro tipo de actividades cerebrais, como por exemplo sentimentos.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Robô controlado pelo cérebro a 1.500 km de distância


Uma nova tecnologia que permite controlar um robô, a mais de 1.500 quilómetros de distância, utilizando apenas ondas cerebrais e a visão, foi desenvolvida por cientistas portugueses e suíços.

O projecto, coordenado por um investigador da Universidade de Coimbra, permite que um utilizador, na Suíça, com um computador e um dispositivo de eléctrodos na cabeça possa controlar uma máquina, em Portugal, por controlo remoto.

O cientista, na Suíça, "vê imagens de cá e reage lá", interagindo com o robô "sem teclas, apenas através de ondas cerebrais", disse à Agência Lusa Jorge Dias, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

"É um sistema de feedback visual", acrescentou, frisando que o investigador suíço dá "ordens" ao robô com a visão, através de um sistema direccional que permite à máquina mover-se para a direita ou esquerda, para cima e para baixo.

Argumenta que é uma tecnologia com "forte impacto social" já que permitirá que pessoas com deficiências motoras muito graves possam obter mais autonomia no seu dia-a-dia.

"Com um simples e discreto dispositivo de eléctrodos, cidadãos com necessidades muito especiais, por exemplo, tetraplégicos ou acamados, terão autonomia para realizar tarefas quotidianas como atender o telefone, pedir ajuda, abrir a porta ou abrir o frigorífico", ilustrou Jorge Dias.

Sublinhando que o conceito de comando de uma máquina através de ondas cerebrais "está provado e validado", Jorge Dias sustentou que "a grande dificuldade e desafio" do projecto passava por garantir "uma interface robusta" entre os dados cerebrais e o robô, o que foi conseguido.

"No máximo, dentro de 5 anos esta nova tecnologia será mais popular porque é financeiramente atractiva e sem dificuldade de manuseamento", destacou.

O projecto dos investigadores da FCTUC e Hospital Universidade de Genebra vai ser alvo de uma demonstração, terça-feira, pelas 10:30, no Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, situado no Pólo II da Universidade de Coimbra.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Será que só usamos 10% do cérebro?
Dois médicos americanos, Rachel Vreeman e Aaron Carroll, publicaram no British Medical Journal uma série do que chamaram de “mitos médicos”, com o objectivo de “buscar a verdade científica”, aplicando-a à “sabedoria convencional”. A íntegra está em duas partes (1 e 2).

Eis um exemplo interessante:
Usamos apenas 10% do nosso cérebro
É um mito antigo, “propagado por múltiplas fontes que defendem o poder da auto-ajuda e do desenvolvimento de habilidades latentes”. Os estudos mostram que as pessoas usam muito mais do que 10% da capacidade cerebral, dizem os autores. “Nenhuma área do cérebro fica completamente silenciosa ou inactiva.”

Numa pesquisa chamada "Você Conhece Seu Cérebro?", foi perguntado a 2000 pessoas, entre outras coisas, se eles concordavam que "utilizamos normalmente apenas 10% do nosso cérebro." A metade concordou. Fez-se a mesma pergunta a 35 neurocientistas, e somente 2 concordaram. O veredicto? Essa história de usar 10% do cérebro é nada mais do que um mito. Não há qualquer razão científica para supor que usemos 10% do nosso cérebro. Todas as evidências sugerem o contrário: usamos nosso cérebro INTEIRO.

Quais 10%?

Para entender por que a história dos 10% é mentira, primeiro é necessário esclarecer de que 10% estamos a falar. Se são 10% da massa cerebral, 90% do que temos dentro da cabeça devem então ser dispensáveis. Se são 10% dos neurónios, os outros 90% devem ser silenciosos, ou então redundantes, servindo só como "reservas". Ou se são 10% da capacidade de desenvolvimento intelectual... será que alguém sabe o que seriam os 100%? Em qualquer dos três casos, toda a evidência científica está do outro lado. Lesões do cérebro, mesmo pequenas, têm consequências graves ao intelecto e ao comportamento. Também é possível "escutar" as células nervosas em actividade, e na sua grande maioria, e em quase todo o cérebro, é possível identificar algum aspecto do mundo ou do comportamento animal relacionado. Quanto às potencialidades, não é simples tentar estabelecer um limite de o quê o cérebro pode ou não conseguir fazer. Mesmo porque várias vezes um limite parece ter sido atingido, só para então ser ultrapassado graças a uma mudança de estratégia - exactamente como no caso de atletas de competição. Quando os neurofisiologistas do século 19 tentavam descobrir se cada região do cérebro tinha uma função definida, a prática comum era remover partes do cérebro de animais de laboratório e observar se havia perturbações do comportamento, do aprendizado, perda de capacidades sensoriais, ou motoras. Foi assim que por exemplo o alemão Hermann Munk ( 1839-1912 ) pôde determinar que a visão está localizada na região mais posterior do cérebro: cachorros que perdiam esta região ficavam incapazes de reconhecer objectos pela visão.